• Menina Jasmim

Eu Vejo Kate, Cláudia Lemes




Kate é escritora. Seu novo projeto é uma biografia de Nathan Bardel, serial-killer responsável por assassinar doze mulheres de forma cruel. Há um ano, ele foi capturado, julgado e morto. Então Kate achou que seria interessante publicar no aniversário de sua morte a tão polêmica biografia. Ela só não imaginava que teria que enfrentar forças maiores do que ela para terminar o livro, o que não a impediu de mergulhar de cabeça em sua nova obsessão.


No outro plano, o fantasma de Nathan parece sentir essa energia vindo da mulher, tanto que começa a acompanhar seus passos bem de perto. Lá está ele, intrigado e contente por ela estar tão interessada em sua vida. Mas tudo muda quando um novo assassino surge na cidade, mais cruel do que Nathan, mas seguindo seu mesmo modus operandi.


Para fechar a lista de protagonistas, temos Ryan, ex-agente do FBI que trabalhou no caso de Nathan no passado e aceitou ajudar Kate em sua pesquisa. Eles se veem então envolvidos mais intimamente do que imaginavam e se juntam para tentar descobrir o autor dos novos crimes (já que não poderia ser um cara morto).


Eu Vejo Kate é um romance policial escrito de forma bem interessante, principalmente na parte que tange o personagem fantasma. O foco narrativo pula de personagem para personagem ao longo da história, focando principalmente no ponto de vista de Kate, Nathan e Ryan. A história está no presente, o que para mim foi uma decisão acertada, mesmo não sendo meu tempo verbal preferido em romances. Achei que combinou bastante com o teor da obra, a narração em primeira pessoa aproxima os leitores dos personagens, enquanto o tempo presente deixa a dúvida se tudo vai terminar bem ou alguém irá ficar pelo meio do caminho (tudo pode acontecer, não é mesmo?).


Como nos outros livros que li da mesma autora, os personagens possuem falhas de caráter, o que os torna bem mais interessantes. Assim como nos outros livros, as descrições são muito intensas e nada atenuadas, o que ajuda ainda mais a compor a obra. E dou ênfase nesses pontos aqui porque ajudaram bastante a criar toda a ambientação e também a dar o teor da trama.


O suspense foi bem construído, o que fez a leitura fluir melhor do que estava esperando. Adorei que o assassino só foi introduzido para o final, eu particularmente não gosto de já descobrir quem é o responsável no início do livro, porque eu vejo muita gente fazendo de forma sem graça e que mata o suspense.


Eu não esperava menos de Eu Vejo Kate conhecendo o histórico da autora. Adorei a leitura e em breve lerei a continuação (quando estiver preparada psicologicamente *risos*).

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